Páscoa: Deus se apresenta ao mundo

Parte II

Texto Básico: Êxodo 6.1-9; 6.28–7.6

Leitura Diária

D Êx 3.1-22 – Deus vem para libertar
S Jo 8.21-36 – A verdade que liberta
T Is 57.1-21 – Castigo e redenção
Q Sl 50 – Um culto comprometido
Q Jo 1.1-18 – Jesus é a revelação de Deus
S 1Co 1.18-31 – Jesus é a sabedoria de Deus
S Ap 19.1-21 – Louvores ao Rei dos reis

3. O poder de Deus

No que diz respeito ao Egito, o Senhor mostrou sua supremacia sobre os poderes dos magos, de Faraó e dos deuses do Egito. Esse foi um contundente prenúncio do confronto entre Cristo e os poderes desse mundo e da vitória final de nosso redentor.

A. É maior que o dos sábios deste mundo

Quando chegou ao Egito, Moisés começou a demonstrar os poderes que Deus havia concedido a ele e encontrou a oposição dos magos que serviam Faraó. Podemos considerar esses magos como os sábios e entendidos desse mundo que pretendem sobrepor-se à Palavra de Deus.

Quando transformou sua vara em serpente, os magos fizeram o mesmo. Contudo, a serpente de Moisés devorou as demais (Êx 7.10-12). Quanto ele tornou em sangue as águas do Nilo, os magos fizeram o mesmo e contribuíram para endurecer o coração de Faraó (Êx 7.22). Quando Moisés fez as rãs se multiplicarem pela terra, os magos fizeram mais rãs aparecerem, mas não foram capazes de retirá-las (Êx 8.7-8). Mas a sabedoria deste mundo é louca e inútil. Na terceira praga, os magos reconheceram sua derrota. Não puderam imitar Moisés e disseram a Faraó: “Isto é o dedo de Deus” (Êx 8.18-19).

A Escritura ensina que pela loucura da pregação da cruz de Cristo, Deus aniquila a sabedoria dos sábios e dos inteligentes, tornando louca a sabedoria deste mundo (1Co 1.18-21). Esse foi o motivo da exultação de Jesus(cf. Lc 10.21).

Há também em nossos dias, muitos que se julgam sábios e entendidos. Eles se chamam de cientistas, filósofos, teólogos, consultores, comentaristas etc. Boa parte deles acha que pode confrontar e sobrepujar a sabedoria divina. Contudo, logo seu conhecimento encontra limites e passa. Enquanto isso, a Palavra de Deus permanece para sempre.

B. É maior que o dos governantes deste mundo

Quando Moisés compareceu diante de Faraó solicitando a liberação do povo, Faraó respondeu: “Quem é o Senhor para que lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir a Israel” (Êx 5.2). Em resposta a essa afronta, o Senhor disse a Moisés que humilharia Faraó, mostrando que os reis desta terra não podem prevalecer diante do Rei dos reis (Êx 6.1).

O coração do Faraó seria endurecido até que toda a ira de Deus recaísse sobre ele e sobre o Egito (Êx 9.14-16). Foi por isso que Deus permitiu que os magos, até certo ponto, pudessem imitar os feitos de Moisés, e quando, diante da manifestação do poder de Deus, o coração de Faraó não conseguiu mais resistir, o próprio Deus o endureceu para que a arrogância daquele governante fosse completamente abatida (Êx 9.12; 10.20, 27; 11.10).

Diante das autoridades judaicas que o condenavam injustamente, Jesus afirmou: “Respondeulhe Jesus: Tu o disseste; entretanto, eu vos declaro que, desde agora, vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu” (Mt 26.64). O mesmo é afirmado por João em Apocalipse 1.7 sobre todos os povos. É essa autoridade de Jesus no céu e na terra que deveria manter a tranquilidade dos discípulos quando fossem levados diante de reis e governadores (Lc 21.12-15). É por ela que ele vencerá todas as nações reunidas por Satanás contra ele no final dos tempos (Ap 20.7-10).

C. É maior do que o poder dos deuses deste mundo

“A nossa luta não é contra o sangue e a carne e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal” (Ef 6.12). É por isso que Deus anunciou a Moisés: “Executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor” (Êx 12.12).

Cada uma das pragas revelou o poder de Deus contra as divindades adoradas pelos egípcios. Aqueles ídolos não eram nada. Somente o Senhor detém todo o poder sobre a criação e é o único capaz de abençoar ou amaldiçoar verdadeiramente.

Da mesma maneira, encontramos Jesus vencendo os inimigos da humanidade. Ele, por meio da Palavra de Deus, triunfou sobre Satanás durante a tentação no deserto. Com sua morte, ele julgou o príncipe deste mundo (Jo 12.31; 16.11), destruiu o seu aterrorizador poder sobre nós (Hb 2.14-15) e cancelou o escrito de dívida que pesava sobre nós (Cl 2.13-15). Uma vez ele expulsou Satanás do céu (Lc 10.18; Ap 12.9), agora o mantém preso e sob controle (Lc 11.20-22; Ap 20.2), e no final dos tempos o lançará, juntamente com a besta e o falso profeta, no Lago de Fogo e Enxofre (Ap 19.19-20; 20.10).

Um a um o Senhor Jesus já venceu todos os seus inimigos e os colocou debaixo de seus pés. Quando chegar o dia glorioso de sua volta, ele consumará tudo, entregando o reino para o Deus e Pai e então nosso Deus será tudo em todos (1Co 15.24-28).

Conclusão

Pudemos ver quão especial é a celebração da Páscoa para o povo de Deus. Como marco inicial da obra da redenção, a Páscoa nos lembra o peso da escravidão a que estávamos submetidos desde o nosso nascimento. Lembra-nos também que um Deus santo, fiel, compassivo eterno e poderoso veio, na pessoa de Jesus Cristo, em nosso socorro para nos santificar e nos chamar para a adoração e o serviço do reino. E anuncia que Deus confrontará e vencerá cada um dos poderes deste mundo e dos inimigos de seu povo até que todos estejam vencidos debaixo de seus pés. Cumpre-nos, com toda a alegria, celebrar a redenção que nos foi concedida por Jesus.

Aplicação

Você tem consciência dos efeitos e da miséria que o pecado causa na vida do homem? Que segurança o conhecimento sobre os atributos de Deus e a intervenção redentiva que ele faz na história da humanidade traz a você? Se você já desfruta das bênçãos da redenção, como você expressa sua gratidão a Deus por tão grande livramento do pecado? Como você pode melhorar isso?

 

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