Do menor ao maior

[Deus] abençoará os que temem o Senhor, do menor ao maior. (Sl 115.13.)

Nós chamamos primeiro aquele homem com anel de ouro e roupas finas, e depois o pobre com roupas velhas e sujas. O pobre se assenta no chão e o tal homem, em lugar de honra (Tg 2.2).

A etiqueta que Deus usa é outra: O Senhor “abençoará os que o temem, do menor ao maior” (Sl 115.13). Ele começa com o homem de roupas velhas e sujas, e termina com o homem de roupas finas.

É assim mesmo. Jesus veio buscar e salvar o que estava perdido (Lc 19.10). Ele não veio chamar justos, mas pecadores ao arrependimento (Lc 5.31). Criticavam-no porque Ele era “amigo de publicanos e pecadores” (Lc 7.34). O próprio Jesus admitiu que os publicanos e as prostitutas estavam entrando no Reino de Deus antes dos outros (Mt 21.31).

O Senhor gastou muito mais tempo com Zaqueu, o publicano, com a mulher samaritana e com a mulher adúltera do que com Nicodemos, uma autoridade entre os judeus. Pelo menos quatro dos apóstolos eram pescadores e um era publicano. Para explicar por que recebia pecadores e com eles comia, o que era uma extravagância para a cultura dos mestres e dos fariseus, Jesus contou as parábolas da ovelha perdida, da moeda perdida e do filho perdido. Para Ele os perdidos têm a primazia (Lc 15).

A maior parte da membresia da igreja em Corinto não era formada de sábios, poderosos nem gente de famílias importantes. Deus escolheu os que na sociedade não tinham nome nem prestígio “para mostrar a nulidade dos que são alguma coisa” (1Co 1.28, CNBB). 

>> Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos. Editora Ultimato. 

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