Louvor contínuo e amplo

Do nascente ao poente, seja louvado o nome do Senhor! (Sl 113.3.)

O culto ao senhor é obrigatório, mas não deve nem pode ser prestado pela força da obrigação. A adoração é um exercício muito delicado. Exige fervor e sinceridade. Tem de ser absolutamente limpa de qualquer desejo de contrapartida. Nasce da contemplação, da admiração, da amizade, da gratidão. Surge mais no coração do que na cabeça. É mais um sentimento do que um pensamento.

Para reforçar o seu pedido de louvor contínuo (“desde agora e para sempre”) e amplo (“do nascente ao poente”), o salmista explica que o Senhor, embora esteja acima de todas as nações e acima dos céus, “se inclina para contemplar o que acontece nos céus e na terra” e, então, “levanta do pó o necessitado e ergue do lixo o pobre, para fazê-los sentar-se com os príncipes”. Além disso, Ele “dá um lar à estéril, e dela faz uma feliz mãe de filhos” (Sl 113.7-9).

Essas coisas incríveis que Deus faz geram o perfeito louvor, o louvor não contaminado pela formalidade, pela bajulação, pelo interesse, pela hipocrisia. Foi Ele que “nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado” (Cl 1.13). Foi Ele que fez de Sara, de Rebeca, de Raquel, da mulher de Manoá, de Ana e de Isabel — todas estéreis — felizes mães (de Isaque, Esaú e Jacó, José, Sansão, Samuel e João Batista)!

O louvor exige palavras, mas não fica só em palavras. O perfeito louvor produz música (vocal e instrumental), poemas, palmas, danças, santidade de vida, doação e autoconsagração.

>> Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos. Editora Ultimato.

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