Guarda-sol coletivo

Ele estendeu uma nuvem para lhes dar sombra. (Sl 105.39.)

As árvores não foram feitas exclusivamente para produzir frutos, sementes, lenha, madeira e para adornar ainda mais a paisagem. Elas oferecem também sombra para o homem, para o gado e para as aves do céu. Hagar colocou Ismael debaixo de um arbusto quando vagava pelo deserto de Berseba (Gn 21.15). Abraão recebeu a visita dos três anjos debaixo dos carvalhos de Manre, na hora mais quente do dia (Gn 18.1-3). Natanael estava debaixo de uma figueira quando foi se encontrar com Jesus (Jo 1.48).

Deus sabe o que é o calor do deserto, o calor do verão, o calor da hora sexta. E, então, providencia a necessária sombra. No caso de Jonas, Deus fez crescer uma planta sobre o profeta, “para dar sombra à sua cabeça e livrá-lo do calor, o que deu grande alegria a Jonas” (Jn 4.6). Quando os filhos de Israel saíram do Egito e iniciaram a caminhada de 40 anos rumo à terra prometida, o cuidado de Deus foi tão grande que “Ele estendeu uma nuvem para lhes dar sombra” (Sl 105.39). Trata-se de um toldo enorme, um guarda-sol gigantesco que cobria 600 mil homens em idade militar, fora suas esposas e seus filhos, e, além disso, móvel (Êx 12.37).

A sombra que Deus proporciona não fica apenas no sentido literal, de proteção do calor e da luz do sol. Há também o sentido alegórico, de proteção de qualquer outro incômodo ou qualquer outro perigo. Daí estas outras declarações do salmista: “Os homens encontram refúgio à sombra das tuas asas” (Sl 36.7); “canto de alegria à sombra das tuas asas” (Sl 63.7). Neste segundo sentido, a sombra pode vir pelas “asas” ou pela “mão” de Deus (Is 49.2; 51.16). De qualquer modo, é sempre a sombra do Todo-poderoso (Sl 91.1).

>> Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos. Editora Ultimato

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