E tu Belém…

E ela deu à luz o seu primogênito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria. (Lucas 2.7)

Lucas descreve as circunstâncias que envolveram o nascimento de Jesus e como o filho de Davi (Jesus) veio a nascer na cidade de Davi (Belém). Ele destaca dois detalhes — o decreto de Augusto, o famoso imperador de Roma, e o comportamento de um anônimo estalajadeiro em Belém. Ambos, de maneiras diferentes e sem que soubessem, foram instrumentos da providência divina.

Começaremos com Augusto, o imperador romano que reinou de 30 a.C. a 14 d.C. Augusto instituiu um censo, exigindo que toda a população fosse à suas cidades de origem para se registrar. O objetivo deste censo, evidentemente, era aumentar a arrecadação de impostos. Assim, José e Maria viajaram de Nazaré a Belém. Não havia necessidade de Maria acompanhá-lo nesta viagem, mas provavelmente ele decidiu não deixá-la em casa por conta de seu avançado estado de gravidez.

Por fim, José e Maria chegam ao fim de sua jornada. É então que surge o estalajadeiro. Ele não encontrou nenhum lugar onde pudessem ficar, exceto aquele que parece ter sido um estábulo. Quando o bebê de Maria nasceu, ela o colocou na manjedoura, ou seja, numa gamela onde os animais comiam. Este foi um episódio simbólico da rejeição que Jesus iria enfrentar mais tarde.

Assim, o imperador e o estalajadeiro desempenharam seus respectivos papéis no plano de Deus sem terem conhecimento do que estava acontecendo. O edito do imperador fez com que José e Maria fossem a Belém, em cumprimento à profecia (Mq 5.2; Mt 2.5-6). E o estalajadeiro, por causa dos hotéis lotados na cidade, assegurou que o Salvador do mundo pudesse nascer num local apropriado, não em um palácio, mas em um estábulo, não cercado de esplendor, mas no anonimato e na pobreza.

Leitura recomendada: Lucas 2.1-7

>> Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

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