Consciência missionária!

quinta-feira

Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te todos os povos. (Sl 67.5.)

Num poema de sete versículos apenas, o salmista cita duas vezes a palavra nações, cinco vezes a palavra povos e ainda menciona a expressão “os confins da terra” (Sl 67.7), que Jesus usou na grande comissão, pouco antes de ser assunto aos céus (At 1.8). Se o poeta foi Davi ou um de seus contemporâneos, isso foi escrito mil anos antes de Cristo.

Essa consciência missionária presente em vários salmos tem surpreendido muitos leitores da Bíblia, acostumados a ouvir que a grande comissão foi dada a partir da morte e ressurreição de Jesus e está exclusivamente no final dos Evangelhos e no início do livro de Atos. Torna-se mais surpreendente ainda quando se lembram que naquela época o bairrismo e o sectarismo do povo eleito eram exacerbados. Haja vista a história de Jonas, que não quis ir a Nínive nem admitia que Deus tivesse misericórdia de outro povo senão o povo de Israel (Jn 4.1-3).

Há muita preocupação com “todos os povos” no livro dos Salmos. Alguns poemas antecipam a grande comissão: “Cada dia proclamem a sua salvação! Anunciem a sua glória [a glória do Senhor] entre as nações, seus feitos maravilhosos entre todos os povos” (Sl 96.2,3). Outros se dirigem às nações convidando-as a reconhecer o Senhor: “Aclamem o Senhor todos os habitantes da terra!” (Sl 98.4). Um terceiro grupo de salmos se compromete com a grande comissão: “Eu te louvarei, ó Senhor, entre as nações; cantarei teus louvores entre os povos. Pois o teu amor é tão grande que alcança os céus; a tua fidelidade vai até as nuvens” (Sl 57.10).

>> Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos. Editora Ultimato.

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