A revelação de Deus

Os céus declaram a glória de Deus […] A lei do Senhor é perfeita, e revigora a alma. (Salmo 19.1, 7)

De acordo com C. S. Lewis, o Salmo 19 é “o mais poético de todos os salmos e um dos mais belos poemas do mundo”. Do ponto de vista cristão, é o que mais claramente resume a doutrina da revelação no Antigo Testamento, declarando que Deus se revelou a todos os homens como Criador (v. 1-6), a Israel como Legislador (v. 7-10) e a cada um individualmente como Redentor (v. 11-14).

A primeira é uma revelação geral (v. 1-6), assim chamada porque é feita a todas as pessoas, de todos os lugares. Esse testemunho é dado pela natureza, especialmente através dos céus. É uma revelação contínua e universal. A imaginação poética do salmista compara o nascer do sol ao surgimento de um noivo e a trajetória diária do sol no céu, à corrida de um atleta.

A segunda é uma revelação especial (v. 7-10). Abruptamente, o salmista passa da revelação geral de Deus através da natureza para uma revelação especial e sobrenatural, feita através da Torá, o Antigo Testamento. As excelências da lei são descritas em perfeito paralelismo hebraico. Ela revigora a alma, torna sábios os inexperientes, dá alegria ao coração e traz luz aos olhos. Na verdade, os mandamentos do Senhor são “mais preciosos que o ouro” e “mais doces que o mel” (v. 10), porque Deus se revela a nós através deles.

Por último, há uma revelação pessoal (v. 11-14). O salmista agora passa a falar de si mesmo e expressa suas próprias aspirações espirituais como servo de Deus. Ele ora por perdão e por santificação, e conclui com uma oração, repetida constantemente pelos pregadores cristãos, para que as palavras da sua boca e até mesmo os seus pensamentos sejam agradáveis aos olhos de Deus. Ele termina declarando que ele é a sua Rocha e o seu Redentor.

Para saber mais: Salmo 19.1-14

>> Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

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